quarta-feira, 30 de setembro de 2009

11 de janeiro de 1498

     Após passarmos 5 dias na Terra da Boa Gente, retornamos ao mar em busca de novas terras.
    Estou mais confiante e com esperança de não passar por muitas dificuldades mais, com exceção das provocadas pelos fenômenos da natureza, esses não são previsíveis.


06 de janeiro de 1498

   Hoje chegamos à foz de um rio, onde pudemos nos reabastecer de água. No local encontramos pessoas muito alegres e simpáticas, por isso dei o nome de Terra da Boa Gente.

03 de Janeiro de 1498

    A viagem permanece tranquila, porém a água agora já está um pouco escassa.

25 de novembro de 1497

    Após um mês avistamos terra! Dei o nome de Natal. O lugar é bonito mas não há muito o que fazer, então seguimos viagem.




Natal

23 de dezembro de 1497

    Não há nenhuma novidade, o tempo vem colaborando com a nossa viagem e os tripulantes já se encontram tão apavorados como antes, isso nos ajuda muito.

06 de dezembro de 1497

   Continuamos nossa viagem agora sem referencias, pois nenhum europeu havia navegado de Angra de São Brás em diante.

E assim se referiu o famoso poeta Camões a esse episódio:

“Súbitas trovoadas temerosas.
Relâmpagos que o ar em fogo ocendem.
Negros chuveiros, noites tenebrosas.
Bramidos de trovões, que o mundo fendem”


    Em meio à insegurança de está em uma parte do oceano desconhecido, a caravela de Nicolau Coelho se perdeu por algum tempo em uma terrível tempestade.
    Estávamos todos aterrorizados, cansados e desesperados. Ainda assim os marinheiros se revoltaram e foi preciso muito esforço pra controlá-los. Porém com o tempo todos foram se acalmando, o que possibilitou seguir viagem com mais tranquilidade.


05 de Dezembro de 1497.

    A primeira parada na África oriental foi em Angra de São Brás, ali permanecemos por 15 dias.
    Encontramos imensos elefantes, e ferozes lobos marinhos, os quais eu jamais havia visto, e habitantes negros, também Khoi-Khois, que tinham uma cultura muito diferente: eram alegres e dançavam ao som de instrumentos. Com eles trocamos gorros vermelhos argolas e guizos por braceletes de marfim e promovemos uma animada festa. Porém a boa convivência durou pouco, vendo muitos negros juntos e temendo algum ataque deles mandei os canhões atirarem, espantando os nativos.
    Também mandei fincar na terra um padrão¹, em que estava gravada uma cruz e as armas de Portugal, em sinal de posse mas os revoltados negros o derrubaram.



¹ Marco de pedra que os portugueses fincavam nas terras onde desembarcavam pela primeira vez para designar posse.